Grupo de deputados prepara nova manobra para eleger Josué Neto conselheiro do TCE

Caso o grupo tenha êxito, Josué Neto vai substituir o pai, Josué Filho, que se aposenta em 2021.

Depois de alterar a Constituição do Amazonas atropelando todos os ritos e protocolos para eleger Roberto Cidade (PV), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), no último dia 3 de dezembro, o grupo de deputados liderado por Josué Neto (ex PRTB, em breve Patriota), se prepara para mais uma manobra, igualmente polêmica e que deverá dar muito o que falar. Desta vez, o grupo planeja antecipar a eleição para escolha de um novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A vaga no cargo vitalício de conselheiro, que garante para o resto da vida um dos maiores salários do serviço público, é o pagamento exigido por Josué Neto pelo empenho dele na eleição de Roberto Cidade. E Josué, caso alcance o objetivo, substituirá o próprio pai, Josué Filho, que se aposenta do Tribunal em 2021 pela idade limite de 75 anos, imposta pela legislação vigente. Sai o pai, entra o filho, como uma dinastia que tenta tomar conta do TCE.

O que poucos sabem é que este será mais um ato da opereta, desafinada e desarrumada, que o grupo dos aloprados encena, sob a batuta de um mentor político ávido pelo poder, que apesar de ter sido rejeitado pelo eleitorado de Manaus nas últimas eleições, já não consegue mais viver longo do Governo. Esse político, que se reelegeu recentemente, para um longo mandato, tenta, colocando soldados no comando da Assembleia e em demais instituições de influência política estadual, voltar para o Palácio da Compensa.

O primeiro objetivo foi conseguido. A eleição do deputado Roberto Cidade, homem de confiança, sobrinho do empresário Orlando Cidade, que já foi deputado estadual, e que nas gestões desse mentor político oculto, desfrutou de vantajosos contratos públicos. Então, deixar a presidência no controle da família Cidade, é ter a Aleam em mãos até aqui confiáveis.

O segundo objetivo do voraz político, que não se importa com os métodos para alcançar o poder, está em curso. Com mesmo modus operandi, acionou um grupo de prefeitos para também ter, em rédeas curtas, o comando da Associação Amazonense de Municípios (AAM). Na sexta-feira passada (dia 11/12), os prefeitos teleguiados se reuniram e elegeram o prefeito de Manaquiri, Jair Souto, do MDB. Como atropelaram o estatuto da Entidade, seguindo a mesma cartilha do mestre aplicada na Assembleia, a Justiça suspendeu a eleição.

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