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Com larga vantagem, Sinésio se consolida como maior liderança do PT no Amazonas

Apuração parcial das eleições internas aponta favoritismo do deputado estadual, que deve ser reconduzido ao cargo de presidente estadual do partido

Com a apuração parcial dos votos da eleição interna do Partido dos Trabalhadores (PT) no Amazonas, o deputado estadual Sinésio Campos caminha para mais uma vitória expressiva e deve ser reconduzido à presidência estadual da legenda. Segundo os primeiros dados, Sinésio aparece com larga vantagem sobre os demais concorrentes, consolidando sua posição como a principal liderança petista no estado.

A eleição, realizada no último domingo (6/7), mobilizou mais de 50 mil filiados no Amazonas e faz parte do Processo de Eleição Direta (PED) do partido, que ocorre simultaneamente em todo o país. Apesar de algumas contestações pontuais e pedidos de impugnação em zonas eleitorais específicas, o processo transcorreu com ampla participação da base partidária.

O favoritismo de Sinésio não é novo. Presidente estadual do PT há duas décadas, ele manteve o apoio majoritário das zonais e dos diretórios municipais, especialmente no interior do estado. Nesta eleição, o parlamentar concorreu com o respaldo de mais de 50 municípios, enquanto seus adversários apostavam no discurso da renovação — que, até o momento, não demonstrou força suficiente para alterar o quadro.

Liderança reafirmada

A possível reeleição de Sinésio consolida um projeto político que tem resistido ao tempo e às disputas internas. Com trânsito livre entre as principais correntes do partido e forte ligação com as bases, ele demonstra fôlego e articulação para seguir conduzindo o PT amazonense, inclusive nos preparativos para as eleições municipais de 2026.

Em entrevista recente, o deputado afirmou que o foco será “fortalecer os diretórios municipais, ampliar a presença do partido nas periferias e renovar os quadros nos espaços de disputa institucional”. A fala indica que, mesmo diante da renovação defendida por outros setores, Sinésio busca equilibrar experiência e abertura ao novo.

Cenário nacional indefinido

Enquanto no Amazonas o favoritismo de Sinésio parece inquestionável, no plano nacional o PT enfrenta um impasse. A eleição para a presidência do partido foi suspensa em Minas Gerais após liminar da Justiça Eleitoral, o que inviabilizou a conclusão da apuração. O ex-ministro Edinho Silva segue como favorito, mas o resultado oficial só deve sair após nova votação no estado mineiro, ainda sem data definida.

Com os olhos voltados para a conclusão da apuração no Amazonas, a base petista local aguarda apenas a confirmação oficial do que os números parciais já indicam: Sinésio Campos deve seguir à frente do partido, liderando um novo ciclo com a força de quem, mais uma vez, saiu das urnas com legitimidade renovada.

Disputa nos diretórios municipais

Enquanto a eleição para o diretório estadual aponta uma liderança consolidada, o cenário nos diretórios municipais, especialmente em Manaus, mostra-se mais fragmentado. Com sete chapas concorrendo, a disputa pelo comando do PT na capital expõe o embate entre a ala ligada ao deputado Sinésio Campos e os grupos de renovação, como os liderados por José Ricardo e o ex-senador João Pedro.

Entre os nomes em disputa estão Valdemir Santana, Anne Moura, Moisés Aragão, Lindemberg (Berg), Zaqueu Souza, Rayne Neves e Professor Miguel. A diversidade de candidaturas reflete tanto a pluralidade interna da legenda quanto a dificuldade de construir consensos locais.

A votação na capital registrou baixa participação: apenas 4.730 dos cerca de 10 mil filiados compareceram às urnas. A possibilidade de segundo turno é real, caso nenhuma chapa alcance mais de 50% dos votos válidos, o que deve ser definido assim que a apuração for concluída nas quatro zonais da cidade.

Nos demais municípios do Amazonas, o cenário ainda é de expectativa. Embora os dados oficiais ainda não tenham sido divulgados, há forte mobilização nos diretórios de cidades estratégicas como Parintins, Manacapuru, Itacoatiara e Tefé. Nessas localidades, o PT busca reorganizar suas bases e ampliar sua presença institucional após eleições municipais difíceis em 2024.

O resultado dessas disputas municipais será determinante para a formação da nova composição estadual e para a estratégia do partido nas eleições de 2026, principalmente na montagem de alianças e chapas proporcionais.

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