Indústrias da Zona Franca de Manaus produzem mais de 54 mil bicicletas no mês de outubro

Crescimento foi de 13% em relação ao mês anterior. No acumulado do ano foram fabricadas mais de 530 mil bicicletas

As fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) produziram 54.720 unidades em outubro. De acordo com levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) o volume é 13,6% inferior ao registrado no mesmo mês de 2022 (63.336 bicicletas). Na comparação com setembro houve avanço de 13% (48.442 unidades).

De janeiro a outubro, 531.330 bicicletas saíram das linhas de montagem, o que representa uma queda de 18,2% em relação ao mesmo período do ano passado (649.872 unidades).

O vice-presidente do segmento de bicicletas, Cyro Gazola, explica que o segmento agora passa por um momento de readequação, depois de ter atingido o auge durante a pandemia do coronavírus.

“Naquele período, a bicicleta se tornou a grande parceira para o lazer, nos deslocamentos e na interação com a família. Com isso, a demanda cresceu muito”, afirma. “Agora estamos passando por um ajustamento do mercado, que deve voltar a crescer no próximo ano, mas com taxas menores”, completa.

Ao avaliar o cenário atual, o executivo destaca que a queda na produção não reflete nos negócios no varejo.

“O final de ano costuma alavancar o comércio em razão de datas como a Black Friday e o Natal, e isso deve aumentar a procura por bicicletas”, afirma. “As fábricas estão readequando sua produção para atender a nova demanda por modelos de médio e alto valor agregado. E as lojas estão abastecidas para atender ao consumidor”, complementa.

Gazola ressalta que a falta de peças e componentes é um problema global que atinge fabricantes de diferentes setores e continuará a comprometer a produção nos próximos meses. Para minimizar essa dificuldade, a Abraciclo está desenvolvendo um trabalho junto aos fornecedores de peças e componentes para incentivar a nacionalização de produtos e estimular a indústria local. É que cerca de 50% dos componentes de uma bicicleta são importados, principalmente do continente asiático. Entre os itens estão quadros, sistemas de freios, transmissões, suspensões e selins.

Diante desse cenário, a perspectiva é fechar 2022 com 630 mil unidades fabricadas, volume 15,9% menor na comparação na comparação com o ano passado (749.320 bicicletas).

Produção por categoria

A categoria Infanto-Juvenil foi a que registrou maior crescimento porcentual. Em outubro, 7.313 unidades saíram das linhas de montagem do PIM, o que corresponde a uma alta de 60,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado (4.563 bicicletas).

Em números absolutos, a Moutain Bike (MTB) liderou o ranking das categorias mais produzidas, com 31.893 unidades e 58,3% do total fabricado. Em segundo lugar, veio a Urbana/Lazer (13.945 bicicletas e 25,5% da produção), seguida pela Infanto-Juvenil (7.313 unidades e 13,4%).

A MTB, a Urbana/Lazer e a Infanto-Juvenil mantiveram suas posições no ranking do acumulado do ano. A primeira teve 334.099 bicicletas fabricadas, o que corresponde a 62,9% do volume produzido. A Urbana/Lazer totalizou 136.885 unidades (25,8% do total fabricado) e a Infantojuvenil, 43.164 bicicletas (8,1%).

Distribuição por região

Em outubro, a região Sudeste foi a que recebeu o maior volume de bicicletas produzidas no PIM. No total, foram enviadas 34.475 unidades, o que representa 63% do volume fabricado. Em segundo lugar, ficou a região Sul, com 10.011 bicicletas e 18,3% do total fabricado. Para o Nordeste, foram enviadas 5.866 unidades, o que representa 10,7% da produção. Na sequência, vieram o Centro-Oeste (2.738 bicicletas e 5,0%) e Norte (1.630 unidades e 3,0%). 

As posições no ranking do acumulado do ano foram mantidas:  Sudeste (322.318 bicicletas e 60,7% do total produzido), Sul (95.665 unidades e 18%), Nordeste (51.527 bicicletas e 9,7%), Centro-Oeste (35.355 unidades e 6,7%) e Norte (26.465 bicicletas e 5,0%).

Exportações

Em outubro, foram exportadas 3.887 bicicletas, alta de 127,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado (1.706 unidades) e de 600,4% em relação a setembro (555 unidades).

De acordo com levantamento do portal Comex Stat, que apura os embarques totais de cada mês, analisados pela Abraciclo, os principais destinos foram os países do Mercosul. O Paraguai ficou em primeiro lugar, com 3.000 bicicletas e 77,2% do total embarcado. Na sequência, vieram a Bolívia (438 unidades e 11,3% das exportações) e o Uruguai (379 bicicletas e 9,8%).

No acumulado do ano, os embarques para o mercado externo totalizaram 21.139 unidades, crescimento de 14,4% em relação ao mesmo período de 2021 (18.479 bicicletas).

Segundo dados do Comex Stat, analisados pela associação, o Paraguai também foi o principal mercado no acumulado do ano, com 12.959 bicicletas e 61,3% das exportações. Em segundo lugar, ficou o Uruguai (4.010 unidades e 19% do total embarcado), seguido pela Colômbia (1.558 bicicletas e 7,4%).

Fotos: Divulgação/Abraciclo

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