Em meio a nova ameaça à ZFM, governo amplia investimentos no setor primário

O governador do Amazonas, Wilson Lima, anunciou, nesta sexta-feira (17/01), investimentos em diversas áreas do setor primário, da ordem de R$ 17 milhões. Na sede da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), Wilson Lima entregou implementos e insumos que beneficiarão produtores rurais da capital e interior. O governador também anunciou parceria com Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e lançou edital para seleção de projetos do setor primário.

De acordo com o governador, esses investimentos são necessários para impulsionar a economia do Estado, porque complementam o modelo Zona Franca de Manaus, alvo de constantes ameaças, como a recente redução no valor da alíquota do Imposto sobre Produtos Importados (IPI). Estamos agora fazendo um apelo ao presidente da \república, para que reveja a decisão em relação ao IPI e, paralelo a essa luta, estamos trabalhando para fortalecer algumas matrizes econômicas, é o caso do setor primário.

“A gente tem feito muitos investimentos, como a pavimentação e recuperação de ramais, pavimentação de rodovias, o resgate da feira agropecuária que aconteceu lá em Parintins, que está acontecendo aqui em Manaus, e uma série de outras atividades que estamos desenvolvendo, para fomentar a piscicultura e outras cadeias produtivas, como a do abacaxi, do açaí, do guaraná e assim por diante”, detalhou o governador.

Wilson Lima destacou ainda o fortalecendo do setor primário vem sendo trabalhado em três grandes polos, para o desenvolvimento econômico do Estado do Amazonas e reforçou que a bioeconomia é fundamental para Estado. Ele citou progressos nos segmentos de gás e óleo, com a implantação da Eneva, no município de Silves e, na mineração, o projeto da empresa Potássio do Brasil,  em Autazes.

Ração e equipamentos

Durante o evento, foram distribuídas 46 toneladas de ração para 42 piscicultores, no valor de R$ 405.621,2  e  entregues quatro caminhões frigoríficos, avaliados em R$ 904 mil. Três deles vão para o projeto Peixe no Prato e, um, para o Projeto de Prevenção ao Desperdício de Alimentos. “Em 2019 nós vendemos para a comunidade algo em torno de 12 toneladas de peixe, por meio do projeto Peixe Prato e conseguimos evitar que 54 toneladas de alimentos fossem para o lixo”, ressaltou o governador.

Também foram assinados termos de doação de 3 5 kits de casas de farinha no valor de R$ 266.408,00, beneficiando 12 associações e ainda, Termos de Cessão de Uso de 24 freezers, sendo 12 para prefeitura de Benjamin Constant e 12 para prefeitura de Tabatinga, no valor de R$ 44.304,00.

Rebanho

Por meio da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), foi feita entrega simbólica, com Termo de Recebimento, de uma balsa, dois containers e uma pick-up leve.

A balsa, adquirida por meio do recurso da fonte do Tesouro Estadual, no valor de R$ 485.000,00, vai funcionar como Barreira de Vigilância Agropecuária (BVA), no município de Novo Aripuanã. Os dois containers no valor de R$ 280.400,00 serão implantados como barreiras nas comunidades do Igapó Açú, no Careiro Castanho, e Sucundurí, em Apuí. Já a pick-up, no valor de R$ 66.800,00 vai para a Unidade Local de Sanidade Animal e Vegetal (Ulsav) da Adaf, em Parintins. Os containers e a pick-up foram adquiridos via convênio com o Mapa.

As entregas fazem parte das ações para a suspensão da vacina contra febre aftosa em 13 municípios, como parte do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa).

“Eu estive reunido com representantes do Ministério da Agricultura para que os municípios do sul do Amazonas estivessem livres da vacinação contra febre aftosa. Esse é um sonho dos pecuaristas daquela região. Isso faz com que os nossos produtores daqui estejam competindo em pé de igualdade com outros estados da Federação, como Mato Grosso, São Paulo”, disse o governador.

Wilson Lima comentou sobre as vantagens comerciais para os pecuaristas. “No momento em que a gente está livre da vacinação da febre aftosa naqueles municípios, o nosso pecuarista pode vender a sua carne para qualquer lugar do mundo, principalmente para a China e Europa, que são os dois mercados consumidores de carne brasileira”, observou Wilson Lima.

Também foram entregues equipamentos tecnológicos para as Unidades Locais de Sanidade Animal e Vegetal (Ulsavs), adquiridos por meio da fonte do Tesouro Estadual no valor de R$ 320.000,00.

Parceria com o Mapa

O governador anunciou o contrato firmado entre o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com repasse de R$ 2,04 milhões ao Idam. O recurso será aplicado na aquisição de 50 tablets, 50 ultrabooks e 20 veículos tipo passeio, destinados a municípios onde a questão ambiental requer maior orientação e procedimentos técnicos no aproveitamento das áreas degradadas, evitando queimadas.

Outra parceria entre Idam e Mapa contempla a capacitação e fortalecimento das indicações geográficas dos peixes ornamentais do Rio Negro, do guaraná de Maués e do abacaxi de Novo Remanso. O projeto tem orçamento de R$ 167.265,00.

Foram entregues dez aeradores para o produtor Ciro Barreto, do município de Rio Preto da Eva. Com um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões, estão disponíveis, no total, 1.000 unidades, com cota máxima de até 10 unidades por piscicultor. A utilização dos aeradores na piscicultura aumenta em até três vezes a produtividade dos peixes de criação.

Edital

O Governo do Amazonas, por meio do Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS), lançou o edital de R$ 10 milhões para seleção de projetos do setor primário no Amazonas, através da assinatura de um termo de lançamento do edital.

O secretário de Produção Rural, Petrúcio de Magalhães Júnior, enfatizou a importância do trabalho integrado com o FPS na entrega de implementos, em benefício dos produtores rurais. “Nós não estamos só fazendo entregas, nós estamos conectando. A associação recebe o trator e os implementos e o Idam entra com os cursos. A gente conecta com o Banco da Amazônia, conecta essas entidades com o crédito. Isso faz a diferença lá na ponta, na produção”, considerou o secretário.

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