Programa de pós-graduação do Inpa obtém nota sete da Capes e se destaca na região Norte

Nota foi obtida na avaliação quadrienal da Coordenação de Pessoal de Nível Superior (Capes)

Único do Amazonas e um dos três da região Norte com nota sete na avaliação quadrienal da Coordenação de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Programa de Pós-Graduação em Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) alcança o mais alto nível de excelência acadêmica. 

No total, três dos nove programas próprios do Instituto, centro de referência científica nos estudos da biodiversidade e dos ecossistemas amazônicos, subiram na avaliação quadrienal (2017-2020) da Capes, fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

Além da Ecologia (Mestrado e Doutorado) que subiu no conceito de 6 para 7, curso de padrão internacional, os Programas de Genética, Conservação e Biologia Evolutiva (PPG-GCBEv) e de Biologia de Água Doce e Pesca Interior (PPG-Badpi) melhoraram a nota de 4 para 5.

Os demais programas mantiveram as mesmas notas: Entomologia (5), Ciências de Florestas Tropicais (5), Clima e Ambiente, programa em associação com a Universidade do Estado do Amazonas – UEA (5), Botânica (4), Agricultura no Trópico Úmido (3) e Mestrado Profissional em Gestão de Áreas protegidas (3). O PPG-Aquicultura, programa da Nilton Lins em associação com o Inpa, melhorou o conceito para 4.

Os resultados demonstram o empenho da Instituição para fazer ciência e formar recursos humanos de excelência na Amazônia, pelos pesquisadores, docentes, discentes e todos os parceiros nacionais e internacionais, disse a diretora do Inpa, a pesquisadora Antonia Franco.

“Trabalhamos para gerar conhecimento, tecnologia e inovação contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e desenvolvimento sustentável da Amazônia, e isso passa pela formação de profissionais qualificados para cuidar da nossa região”, disse Franco.

O PPG-Ecologia, que é um programa da área de biodiversidade, se destacou por apresentar uma proposta consistente e abrangente, consolidada internacionalização, com parcerias internacionais com pesquisadores de diferentes países e de distintos continentes, e pela formação de ecólogos de grande qualidade, com comprovada atuação dos egressos destaque. Para dois indicadores relacionados à qualidade e adequação das teses e dissertações, inclusive, o programa alcançou valores acima do dobro indicado pela área, comprovando a excelência na formação de recursos humanos, com publicações em importantes periódicos internacionais.

Um dos exemplos é da bióloga Carolina Levis, que tem mestrado e doutorado pelo Inpa e após defender a tese com louvor em 2018, publicou em periódicos científicos de alto impacto e acumula oito prêmios e honrarias entre 2017-2020 por trabalhos realizados durante o doutorado sanduíche (PPG-Ecologia Inpa e em Ecologia da Produção e Conservação de Recursos na Wageningen University &Reserch / Holanda), incluindo o Prêmio Jovem Cientista CNPq (2018), o Grande Prêmio Capes de Tese (2019) e o Prêmio Ecological Society of America, categoria William Cooper (2020).

Para a coordenadora do PPG-Ecologia, a pesquisadora do Inpa Noemia Ishikawa, a nota 7 foi “muito justa” com o desempenho dos docentes, discentes, egressos e servidores, que não pararam o programa no tempo da pandemia, seguindo trabalhando em casa.

“O resultado não me surpreendeu, pois durante a elaboração do relatório já pude ver e admirar o excelente desempenho de toda a equipe, em contraste às inúmeras adversidades vivenciadas no país e no Instituto, pelos cortes financeiros a pesquisas, assim como, a ausência de novas contratações somada à aposentadoria, e infelizmente ao falecimento de docentes”, conta Ishikawa.

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