China registra 5 mil novos casos de covid, maior número desde a primeira onda da pandemia no início de 2020

Medidas provocaram o fechamento de várias fábricas na cidade, entre elas a gigante taiwanesa Foxconn, principal fornecedora da Apple. Quase 30 milhões de pessoas estão confinadas

Quase 30 milhões de pessoas foram confinadas na China nesta terça-feira (15/03), depois que o país registrou o maior surto de covid-19 em dois anos. O governo obrigou as pessoas a fazerem testes em uma escala que não era observada desde o início da pandemia.

O país registrou 5.280 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, o maior número desde a primeira onda da pandemia no início de 2020, de acordo com dados da Comissão Nacional da Saúde (CNS). Esta terça-feira é o sexto dia consecutivo em que o balanço de casos diários supera mil contágios.

Apesar de ser o maior registro para a China desde 2020, em comparação a outros países o número de 5.280 casos é relativamente baixo.

A média de novos casos nos últimos 7 dias no Brasil é de: 45.087 por dia – a China registrou o equivalente a 11% desse número.

Os números são pequenos em comparação com outros países, mas, a China adotou uma estratégia de “Covid zero”, e até o menor foco é enfrentado com medidas severas.

Ao menos 13 cidades enfrentam um confinamento total e várias adotaram fechamentos parciais.

Com as restrições, o país conseguiu conter as infecções após a primeira onda da doença no fim de 2019 na cidade de Wuhan, mas enfrentou recentemente vários focos vinculados à variante ômicron.

A província de Jilin, no nordeste do país, foi a mais afetada, com mais 3.000 casos nesta terça-feira. A capital provincial, Changchum, com 9 milhões de habitantes está em confinamento total.

Impacto econômico

O governador de Jilin prometeu fazer o possível para “alcançara a covid zero comunitária em uma semana”, informou a imprensa estatal.

A metrópole de Shenzhen, com 17 milhões de habitantes e próxima de Hong Kong, também está confinada.

As medidas provocaram o fechamento de várias fábricas na cidade, entre elas a gigante taiwanesa Foxconn, principal fornecedora da Apple.

A Bolsa de Hong Kong registrou queda de 6,20% nesta terça-feira, enquanto Xangai fechou em baixa de 4,95%.

Dezenas de voos domésticos a partir dos aeroportos de Pequim e Xangai foram cancelados.

“O recente surto de covid e as novas restrições, em particular o confinamento em Shenzhen, pesarão sobre o consumo e causarão interrupções no abastecimento a curto prazo”, afirmou Tommy Wu, da Oxford Economics, em um comunicado.

Ele acrescentou que, com isso, será um desafio para a China atingir a meta oficial de crescimento econômico de 5,5% para este ano.

Foto: Divulgação

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