Primeiros pacientes indígenas recebem alta do Hospital de campanha municipal

Cinco membros da comunidade Parque das Tribos, com idade entre 31 e 52 anos, puderam retornar aos seus lares. Ao todo, 22 pacientes receberam alta médica na tarde desta segunda-feira (25).

Após “abrir as portas” para a comunidade Parque das Tribos, localizada no bairro Tarumã, zona Oeste, o hospital de campanha municipal Gilberto Novaes, na zona Norte, concedeu nesta segunda-feira, 25/5, as primeiras altas médicas a indígenas. Cinco membros da comunidade, com idade entre 31 e 52 anos, puderam retornar aos seus lares. Ao todo, 22 pacientes receberam alta médica na tarde de ontem.

A unidade hospitalar, administrada pela Prefeitura de Manaus, em parceria com o grupo Samel e instituto Transire, atende 18 residentes da comunidade Parque das Tribos, das etnias munduruku, baniwa e witoto. O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, já garantiu que o hospital vai prestar o atendimento necessário aos indígenas que contraíram o vírus.

“Não vamos deixar que eles sejam assolados por essa terrível doença. Além do nosso dever para com esses cidadãos, cuidar de suas saúdes representa preservar parte da nossa própria história, afinal é uma herança cultural de dez mil anos e que não pode desaparecer por descaso de quem quer que seja, ressaltou Arthur.

Para garantir a segurança no retorno à comunidade, os cinco indígenas recuperados foram transportados pelas ambulâncias do grupo Samel, acompanhados do coordenador do hospital de campanha e diretor do grupo, Ricardo Nicolau. A rede de hospitais também concedeu alta médica a outros dois pacientes indígenas, que foram encaminhados para uma unidade privada por precisarem passar por procedimentos cirúrgicos, derivados de outras comorbidades.

O cacique Miquéias Moreira Kokama que perdeu o pai para a Covid-19 – cacique Messias -, agradeceu ao fato de que outros membros da comunidade puderam ter a oportunidade que seu pai não teve. “O Parque das Tribos está muito honrado. A gratidão é infinita. Nossos parentes indígenas estavam com muito medo, mas, hoje, estão vendo nossos irmãos voltando para casa com saúde”, pontuou.

Mais velha do quinteto, Brazileia Martiniano Barrozo, de 52 anos, agradeceu aos protocolos de atendimento e toda a equipe que a acolheu.
Um dos métodos aplicados no hospital de campanha para reduzir o tempo de internação e conceder maior conforto aos pacientes é a “cápsula Vanessa”, desenvolvida por médicos e fisioterapeutas do grupo Samel, em conjunto com profissionais do instituto Transire. A tecnologia permite a ventilação não invasiva de pacientes, evitando a entubação orotraqueal precoce. “Creio que foi Deus quem me mandou a este hospital. Torço para que ele abençoe grandemente a todos os profissionais que trabalham aqui”, afirmou Brazileia.

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