Postos de combustíveis registram queda de até 70% nas vendas por conta da pandemia

O setor de combustível representa a segunda maior arrecadação do Amazonas, perdendo apenas para o setor de energia elétrica.

O movimento em baixa nas ruas por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus está afetando drasticamente o faturamento de postos de combustíveis em Manaus. Com o isolamento social diante da pandemia, a queda nas vendas dos postos, em média, é de 50%, chegando a 70% em alguns casos, assim, os postos estão funcionando com prejuízo operacional.

Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Álcoois e Gás Natural do Estado do Amazonas (Sindicombustíveis), Eraldo de Souza Telles Filho, o setor segue trabalhando, mas realizando ajustes no quadro de funcionários. “Alguns postos estão funcionando somente no horário mínimo, fechando as portas à noite, por sermos atividade essencial, somos obrigados a funcionar, sendo os únicos responsáveis pelos os prejuízos que temos”, afirma.

Eraldo explica que muitos proprietários estão sem crédito e sem ter como honrar seus compromissos, em alguns casos tendo até que antecipar recebíveis de empresa de cartões, pagando taxas absurdas para poder pagar seus funcionários.

Apesar de anunciadas algumas quedas no preço da gasolina na refinaria, essa redução não chega na mesma proporção no posto de combustível, e muitas vezes sequer chega. “Os proprietários estão amargando prejuízos e muitos já estão vendendo seus postos, e ainda, os que são alugados estão sendo devolvidos”, finaliza.

O sindicato afirma ainda que para completar toda a crise que a Petrobrás anunciou no início de maio o aumento de 12% nos preço da gasolina, em média, o litro do combustível nas refinarias aumentou cerca de10 centavos.

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