Hospital Nilton Lins participa de teste com novo medicamento no tratamento da Covid-19

Referencia no tratamento do novo coronavírus, o hospital vai realizar tratamento experimental, com a nitazoxanida, droga que vem sendo testada pelo governo brasileiro.

O Hospital de Nilton Lins, uma das duas unidades de referência do governo do Amazonas no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus, será um dos 17 hospitais no País que vai realizar tratamento experimental com uma nova droga que vem sendo testada pelo governo brasileiro, a nitazoxanida. A informação foi confirmada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes.

Em coletiva, na noite de quarta-feira (6/5), o ministro informou que o governo iniciou testes clínicos em 17 hospitais do país com o uso do remédio antiparasitário, entre eles o Hospital de Combate ao Covid-19, no Amazonas. Segundo o ministro, o medicamento já vinha sendo testado in vitro e, após apresentar bons resultados na atuação em células infectadas pelo vírus, foi liberado para o uso em seres humanos.

“Os testes tiveram 94% de sucesso na inibição do vírus na propagação nessas células in vitro. Em Manaus, nós temos um hospital participando, que é o Complexo Hospitalar Nilton Lins. Uma coisa boa a respeito dessa medicação é que ela não tem efeitos colaterais, então é segura para esse tipo de teste”, informou o ministro.

Ainda de acordo com Marcos Pontes, a ideia é que esse tratamento seja realizado na fase inicial da doença, evitando dessa forma que o quadro do paciente evolua para uma situação mais complexa.

Habilitação

O diretor do hospital Nilton Lins, Thales Schincariol, explicou que a iniciativa para fazer parte do grupo de unidades que estão testando a nova medicação partiu do Governo do Amazonas, que além de ter preparado o hospital para o tratamento de referência aos doentes, também pretende tornar o local um centro de pesquisa.

O gestor dá detalhes sobre o processo de habilitação. “Iniciamos o processo para participar dessa pesquisa cadastrando a unidade na plataforma da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNEP). Com o aceite da unidade, vamos começar a receber nos próximos dias o material, por parte do ministério, para darmos início os testes”.

O médico explicou, ainda, que o hospital também precisará trabalhar junto a uma instituição de ensino superior, que será responsável pela criação de uma Comissão de Ética. Segundo ele, tanto a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) quanto o Centro Universitário Nilton Lins já se colocaram a disposição para a realização desse trabalho e, assim que esses detalhes estiverem finalizados, os testes poderão ser iniciados.

Além do hospital de Manaus, vão participar dos protocolos de testes clínicos seis hospitais no Rio de Janeiro, um em Belo Horizonte, dois em Brasília, um em Curitiba, cinco no Estado de São Paulo e um em Recife.

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